{"id":14566,"date":"2022-07-15T11:07:59","date_gmt":"2022-07-15T10:07:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.criptoloja.com\/?p=14566"},"modified":"2022-07-15T11:07:59","modified_gmt":"2022-07-15T10:07:59","slug":"nova-queda-de-roma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mercado-bitcoin-develop.go-vip.net\/criptoloja\/nova-queda-de-roma\/","title":{"rendered":"Nova queda de Roma?"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Em f&eacute;rias, aproveito para ler o livro &ldquo;<a href=\"https:\/\/www.amazon.es\/Failure-New-Economics-Keynesian-Fallacies-ebook\/dp\/B01E81K7OU\/ref=sr_1_1?__mk_es_ES=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=2KYYHVGXMTBDY&amp;keywords=keynesian+fallacies&amp;qid=1657750290&amp;sprefix=keynesian+fallacies%2Caps%2C133&amp;sr=8-1\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">The Failure of the &ldquo;New Economics&rdquo;: An Analysis of the Keynesian Fallacies<\/a>&rdquo; de Henry Hazlitt. Keynes foi o &ldquo;economista&rdquo; que mais justificou o estado omnipresente e omnipotente do estado.<p class=\"wp-block-paragraph\">O estado social, com um peso na economia sem precedentes, teve a sua justifica&ccedil;&atilde;o &ldquo;acad&eacute;mica&rdquo; com Keynes. Obviamente, para os poderes instalados, as suas &ldquo;receitas econ&oacute;micas&rdquo; foi como escutar m&uacute;sica celestial. A estrada para um poder estatal sem limites estava aberta.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Para al&eacute;m de um investidor de bolsa fracassado, Keynes era um estat&iacute;stico que nunca estudou verdadeiramente economia; s&oacute; assim se justifica a quantidade de disparates que escreveu ao longo da vida. Apesar disso, o seu livro &ldquo;Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda&rdquo;, objecto de an&aacute;lise no livro de Henry Hazlitt, foi elevado ao estatuto de fundador da macroeconomia!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Para Keynes, o mais importante era o n&iacute;vel de despesa da sociedade: denominado de despesa agregada. Se gasta muito, os produtores s&atilde;o incentivados a produzir mais, empregando, desta forma, mais trabalhadores e promovendo o pleno emprego. Se a despesa total subir demasiado, para al&eacute;m do pleno emprego, ocorre uma subida do n&iacute;vel geral dos pre&ccedil;os, i.e., infla&ccedil;&atilde;o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A recess&atilde;o &eacute; o processo ao contr&aacute;rio, a sociedade gasta pouco, os produtores reduzem a produ&ccedil;&atilde;o, gerando desemprego e queda dos pre&ccedil;os. Nunca pode haver desemprego com infla&ccedil;&atilde;o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Keynes, a despesa &eacute; uma esp&eacute;cie de acelerador da economia: se vai a fundo, temos pleno emprego e infla&ccedil;&atilde;o; se vai a meio g&aacute;s, fant&aacute;stico, temos pleno emprego sem infla&ccedil;&atilde;o; se n&atilde;o se acelera, temos recess&atilde;o e desemprego. Cabe ao estado acelerar e desacelerar, &eacute; simples!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">As recess&otilde;es s&atilde;o causadas por quedas abruptas no n&iacute;vel de despesa agregada. Keynes nunca nos explicou as raz&otilde;es por detr&aacute;s das mesmas, utilizando apenas o esmorecimento dos &ldquo;<em>animals spirits<\/em>&rdquo; como argumento. Ao longo do s&eacute;culo XX e ainda hoje, os seus disc&iacute;pulos continuam a tentar explicar as raz&otilde;es por detr&aacute;s desse esmorecimento. At&eacute; hoje, sem grandes resultados.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Sempre que h&aacute; uma recess&atilde;o e subida do desemprego, qual a solu&ccedil;&atilde;o? O governo tem de estimular a despesa agregada. Keynes prop&ocirc;s tr&ecirc;s solu&ccedil;&otilde;es: (i) infla&ccedil;&atilde;o, imprimindo moeda; (ii) subida da despesa p&uacute;blica, com o agravamento do d&eacute;fice or&ccedil;amental; (iii) e redu&ccedil;&atilde;o de impostos.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A terceira hip&oacute;tese nunca foi verdadeiramente considerada por Keynes. A redu&ccedil;&atilde;o de impostos significa mais dinheiro no bolso dos contribuintes; imaginem se decidem poupar esse dinheiro em lugar de o gastar? Sacril&eacute;gio, funesto. Poupar &eacute; algo terr&iacute;vel, gerador de um cataclismo econ&oacute;mico.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Tais disparates s&atilde;o compreens&iacute;veis. Keynes, herdeiro de uma enorme fortuna, nunca trabalhou verdadeiramente na vida; nunca compreendeu, ou n&atilde;o quis, que a poupan&ccedil;a &eacute; civiliza&ccedil;&atilde;o, prosperidade e progresso. Sem poupan&ccedil;a, ainda hoje, estar&iacute;amos a viver na idade da pedra.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Os factores originais que Deus colocou na terra foram: (i) a for&ccedil;a de trabalho dos homens; (ii) e a terra, incluindo os seus recursos naturais, como o petr&oacute;leo, a &aacute;gua, as &aacute;rvores de fruto&hellip;; nada mais. Um n&aacute;ufrago que tenha conseguido sobreviver a nado para uma ilha deserta encontrar-se-&aacute; nesse estado: sem bens de capital. O que s&atilde;o? N&atilde;o satisfazem directamente uma necessidade humana, mas permitem uma enorme expans&atilde;o da capacidade produtivas, ou seja, da riqueza.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Uma cana de pesca n&atilde;o mata a fome, mas ajuda a incrementar a produtividade de quem tenta pescar; com as pr&oacute;prias m&atilde;os seria uma tarefa bem mais complicada! Um barco de pesca, igualmente um bem que n&atilde;o satisfaz qualquer necessidade humana, incrementa substancialmente a produtividade de um pescador. Ambos s&atilde;o bens de capital.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Para produzir um bem de capital, esse n&aacute;ufrago ir&aacute; ter que restringir consumo para se dedicar a construir uma cana de pesca. Se trabalha durante 6 horas a recolher frutos para a sua subsist&ecirc;ncia, tem duas op&ccedil;&otilde;es para obter um bem de capital: (i) aumenta as horas de trabalho, por exemplo, para 8 horas, com o prop&oacute;sito de obter uma maior quantidade de frutos, n&atilde;o consumido uma parte que servir&aacute; para o alimentar na constru&ccedil;&atilde;o da cana de pesca; (ii) diminui as horas dedicadas a recolher frutos, aceitando comer menos durante o tempo que demora a construir a cana de pesca.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">N&atilde;o h&aacute; milagres, a poupan&ccedil;a implica sempre um sacrif&iacute;cio do consumo presente. N&atilde;o podemos trabalhar mais de 24 horas e os recursos na natureza s&atilde;o escassos. Para obtermos bens de capital, aquilo que nos ir&aacute; permitir obter um maior n&uacute;mero de bens e servi&ccedil;os por hora de trabalho, necessitamos de poupar.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A poupan&ccedil;a &eacute; aplicada a criar bens de capital, aquilo que designamos por investimento, como construir uma cana de pesca. O investimento acarreta riscos, apesar de muitos burocratas terem estabelecido que tal n&atilde;o existia &ndash; seguro de dep&oacute;sitos banc&aacute;rios &eacute; um bom exemplo.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Que riscos podem existir no nosso exemplo? A cana de pesca pode n&atilde;o funcionar; algu&eacute;m que viveu anteriormente na ilha pode ter deixado uma cana de pesca j&aacute; constru&iacute;da, deitando a perder as horas de trabalho.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Essa &eacute; precisamente a fun&ccedil;&atilde;o do empreendedor, utilizar as suas poupan&ccedil;as num neg&oacute;cio, correndo sempre o risco de as perder, mas com a possibilidade de lucros enormes, caso a iniciativa seja um sucesso. Que riscos podem ser? Eis alguns exemplos: a procura que pensava ter pode n&atilde;o aparecer; as prefer&ecirc;ncias do consumidor podem alterar-se, afectando a procura pelos seus produtos.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Um trabalhador corre riscos, pois as poupan&ccedil;as do empreendedor s&atilde;o utilizadas para o pagamento do seu sal&aacute;rio mensal. Os eventuais lucros ou perdas s&atilde;o sempre imputados ao empreendedor, &eacute; assim que dever&aacute; funcionar um mercado livre.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Em conclus&atilde;o, a teoria keynesiana do &ldquo;paradoxo da poupan&ccedil;a&rdquo; &eacute;, pois, um completo disparate: para esta corrente econ&oacute;mica, a poupan&ccedil;a agrava uma recess&atilde;o!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">As outras duas vias para o est&iacute;mulo da despesa agregada s&atilde;o o aumento da despesa ou a impress&atilde;o de moeda. Ambas, com um impacto muito negativo a longo prazo, como seguidamente explicarei. Para Keynes tal n&atilde;o importa, pois no &ldquo;no futuro estaremos todos mortos&rdquo;.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">N&atilde;o interessa que a impress&atilde;o de moeda significa a redistribui&ccedil;&atilde;o de riqueza a favor de uma casta de privilegiados junto da impressora de notas; isto sem ocorrer a produ&ccedil;&atilde;o adicional de um carro, de um prego, de nada, apenas uma fatia maior do mesmo bolo a favor de uma casta de privilegiados.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb&eacute;m n&atilde;o interessa que o aumento da despesa fiscal signifique um agravamento do d&eacute;fice p&uacute;blico e, por conseguinte, incremento da d&iacute;vida p&uacute;blica. No futuro algu&eacute;m ir&aacute; pagar a conta com maiores impostos, afinal, estaremos todos mortos!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Do lado &ldquo;oposto&rdquo; a esta corrente econ&oacute;mica, temos uma esp&eacute;cie de oposi&ccedil;&atilde;o controlada, fundada por esse paladino do &ldquo;mercado livre&rdquo;, Milton Friedman. &Eacute; designada por escola monetarista ou escola de Chicago.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Milton Friedman, esse arauto do &ldquo;mercado livre&rdquo; foi o inventor das <a href=\"https:\/\/reason.com\/2016\/04\/18\/milton-friedman-helped-invent-income-tax\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">reten&ccedil;&otilde;es na fonte<\/a> &ndash; por exemplo, as reten&ccedil;&otilde;es de IRS; podemos imaginar a nossa reac&ccedil;&atilde;o se a conta fosse apresentada de uma &uacute;nica vez!? &ndash; e conselheiro de Richard Nixon, presidente norte-americano que terminou em 1971 com a convertibilidade do D&oacute;lar norte-americano em ouro.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os monetaristas, o problema do desemprego resolve-se pelo ajuste dos sal&aacute;rios. A livre interac&ccedil;&atilde;o entre a procura e oferta resolve o problema; desta forma, bastar&aacute; uma descida dos sal&aacute;rios e as empresas voltam a contratar, fazendo desaparecer o desemprego.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O grande temor dos monetaristas &eacute; a descida do n&iacute;vel dos pre&ccedil;os: a defla&ccedil;&atilde;o. Ai Jesus, se tal acontece &ndash; tal conclus&atilde;o, sempre me espanta, dado que beneficia os mais pobres, pois adquirem mais por menos!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como os Keynesianos, para as monetaristas a despesa agregada n&atilde;o pode cair, dado que provoca defla&ccedil;&atilde;o; se tal ocorre, as pessoas ir&atilde;o diferir consumo e acentuar a recess&atilde;o. Segundo a teoria, o Banco Central tem de aparecer e imprimir dinheiro para que tal n&atilde;o aconte&ccedil;a. O confisco da popula&ccedil;&atilde;o, em particular dos mais pobres, &eacute; justificado em nome de um benef&iacute;cio colectivo: evitar uma recess&atilde;o!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Qual o suporte te&oacute;rico para tudo isto? No livro &ldquo;Monetary History of the United States, 1867&ndash;1960&rdquo;, Milton Friedman e Anna J. Schwartz analisam a hist&oacute;ria monet&aacute;ria dos Estados Unidos. Nesse livro de factos estat&iacute;sticos com quase 900 p&aacute;ginas, n&atilde;o dedicam uma linha &agrave; enorme infla&ccedil;&atilde;o criada pela Reserva Federal, o Banco Central norte-americano, durante os anos 20 do s&eacute;culo transacto.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da primeira guerra mundial, a Inglaterra voltou ao padr&atilde;o-ouro, tentando regressar ao r&aacute;cio de convers&atilde;o pr&eacute;-guerra, mesma depois de ter impresso Libras Esterlinas sem respaldo por ouro para financiar a guerra. Desta forma, havia o risco de v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus solicitarem a convers&atilde;o das Libras Esterlinas em Ouro, nesse momento a moeda reserva do mundo, colocando a nu a infla&ccedil;&atilde;o criada pelo Banco de Inglaterra durante a guerra.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Quem apoiou o Banco Central ingl&ecirc;s? O Banco Central norte-americano, imprimindo enormes quantidades de D&oacute;lares norte-americanos, para posterior venda por contrapartida de Libras Esterlinas, evitando a sua queda nos mercados internacionais. Apesar do n&iacute;vel geral dos pre&ccedil;os nos EUA n&atilde;o ter subido durante esses anos, a massa monet&aacute;ria criada pela Reserva Federal canalizou-se para o imobili&aacute;rio e mercado de ac&ccedil;&otilde;es, onde se sentiu a infla&ccedil;&atilde;o &ndash; onde j&aacute; vimos isto?<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Milton Friedman nunca nos explicou as raz&otilde;es para a grande depress&atilde;o que se iniciou em 1929, em particular a impress&atilde;o massiva de dinheiro e as pol&iacute;ticas intervencionistas que agravaram a recess&atilde;o &ndash; impostos sobre o com&eacute;rcio internacional, subs&iacute;dios, proibi&ccedil;&atilde;o de ajustes salariais e regula&ccedil;&atilde;o sobre os neg&oacute;cios. Para ele e a coautora, a Reserva Federal n&atilde;o tinha impresso moeda em quantidades suficientes, deixando esse diabo &agrave; solta chamado defla&ccedil;&atilde;o!<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">No livro tamb&eacute;m n&atilde;o nos fala da recess&atilde;o no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 20 do s&eacute;culo transacto, que se iniciou com piores indicadores que a grande depress&atilde;o dos anos 30, mas que foi resolvida por redu&ccedil;&atilde;o de despesa e subida de juros (contrac&ccedil;&atilde;o da massa monet&aacute;ria) por parte da Reserva Federal. Nunca as comparou, tornando evidente o erro das pol&iacute;ticas econ&oacute;micas &ndash; oculta-se quando n&atilde;o interessa.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Temos agora duas correntes oficiais de teoria econ&oacute;mica, ambas suportam interven&ccedil;&otilde;es estatais de todo o g&eacute;nero, incluindo a impress&atilde;o massiva de dinheiro em caso de recess&atilde;o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Tais teorias econ&oacute;micas, apesar de serem um falhan&ccedil;o completo, s&atilde;o as &uacute;nicas hoje ensinadas na maioria das faculdades do mundo acidental. Apenas existem e s&atilde;o poss&iacute;veis pela exist&ecirc;ncia de dinheiro estatal, que pode ser criado em quantidades infinitas e com custos praticamente nulos &ndash; basta o apertar de um bot&atilde;o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">As interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre em nome do interesse colectivo: para &ldquo;salvar o Euro&rdquo;, para &ldquo;evitar uma recess&atilde;o pand&eacute;mica&rdquo;, para evitar a &ldquo;fragmenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Quem n&atilde;o se recorda dos falhan&ccedil;os estrondosos destas teorias. Nos anos 70, t&iacute;nhamos um fen&oacute;meno em total contradi&ccedil;&atilde;o com a teoria Keynesiana: infla&ccedil;&atilde;o e desemprego. Um dos disc&iacute;pulos de Keynes, Paul Samuelson, autor do principal manual de Economia durante d&eacute;cadas desde a segunda guerra mundial, louvava a economia sovi&eacute;tica, mesmo depois do seu colapso no final da d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo XX.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Quem n&atilde;o se recorda do nosso engenheiro das bancarrotas, quando o mandaram gastar sem freio ap&oacute;s a crise do <em>subprime<\/em> em 2008; sabemos como terminou a experi&ecirc;ncia Keynesiana, o estado portugu&ecirc;s esteve em risco de suspender pagamentos caso n&atilde;o aparecesse uma m&atilde;o salv&iacute;fica &ndash; o empr&eacute;stimo do FMI e da Uni&atilde;o Europeia por contrapartida da emiss&atilde;o massiva de dinheiro.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">E a recente infla&ccedil;&atilde;o, fruto das enormes quantidades impressas de moeda, que ir&aacute; gerar uma recess&atilde;o sem precedentes, em nome da necessidade de atingir um objectivo de 2% para a subida do n&iacute;vel geral de pre&ccedil;os &ndash; onde j&aacute; l&aacute; vai o objectivo!?<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Em nome de recursos inimagin&aacute;veis a favor do estado, por forma a intervir de acordo com as &ldquo;orienta&ccedil;&otilde;es oficiais&rdquo; das duas correntes econ&oacute;micas, estamos a destruir a poupan&ccedil;a, a fonte da prosperidade e do progresso humano.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema banc&aacute;rio controlado pelo estado atrav&eacute;s do seu Banco Central imp&otilde;e juros 0% ou mesmo negativos, enquanto a infla&ccedil;&atilde;o oficial situa-se em torno de 10%. Esta infla&ccedil;&atilde;o, criada em nome do &ldquo;bem&rdquo;, justificada pelas correntes econ&oacute;micas oficiais, apenas &eacute; poss&iacute;vel porque existe dinheiro estatal, sem quaisquer restri&ccedil;&otilde;es &agrave; sua emiss&atilde;o.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Temos de voltar a possuir dinheiro sem controlo estatal, onde a taxa de juro seja determinada pela oferta e procura por poupan&ccedil;a e que seja escassa, por forma a garantir o seu poder aquisitivo no futuro &ndash; uma verdadeira reserva de valor. Para se poupar tem de existir confian&ccedil;a de que essa moeda ir&aacute; ter um valor est&aacute;vel nos pr&oacute;ximos anos, d&eacute;cadas ou mesmo s&eacute;culos. Caso contr&aacute;rio &eacute; uma sociedade que apenas pensa no amanh&atilde; e n&atilde;o programa a longo prazo.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">A queda de Roma deveu-se ao deboche dos imperadores, que retiravam o conte&uacute;do de prata ao <em>Denarius<\/em> ou o ouro ao &Aacute;ureo criado por J&uacute;lio C&eacute;sar. Constantinopla sobreviveu mais 1000 anos, em resultado da reforma monet&aacute;ria do imperador Constantino, que imp&ocirc;s seriedade &agrave; cunhagem, n&atilde;o ocorrendo qualquer desvaloriza&ccedil;&atilde;o do Soldo durante quase 700 anos. S&oacute; assim, as pessoas podem poupar: se confiam na escassez da moeda.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Com dinheiro estatal tal nunca ser&aacute; poss&iacute;vel, por essa raz&atilde;o, o Bitcoin &eacute; a alternativa que se ir&aacute; impor ap&oacute;s a crise financeira que se avizinha. &Eacute; escasso, apenas 21 milh&otilde;es; a sua minera&ccedil;&atilde;o torna-se extremamente cara &agrave; medida que nos aproximamos dos 21 milh&otilde;es, ou seja, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel expandir a oferta em resultado da subida do pre&ccedil;o, como acontece com outros bens; e n&atilde;o &eacute; controlado pelo governo, a raz&atilde;o para a desgra&ccedil;a do Ouro, pois quando existem substitutos &ndash; notas e dep&oacute;sitos banc&aacute;rios -, torna-se poss&iacute;vel a exist&ecirc;ncia de reservas fraccionadas.<\/p><p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, quase todos os economistas das correntes mainstream detestam o Bitcoin. &Eacute; um bom sinal!<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em f&eacute;rias, aproveito para ler o livro &ldquo;The Failure of the &ldquo;New Economics&rdquo;: An Analysis of the Keynesian Fallacies&rdquo; de Henry Hazlitt. 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